O mercado de Florianópolis
Tem um detalhe que muda o SEO em Florianópolis: parte da demanda é sazonal e parte é o polo tech comprando o ano inteiro. Tratar as duas do mesmo jeito é o erro mais comum daqui, porque elas têm calendário, vocabulário e nível de disputa diferentes. E há uma particularidade de busca que quase ninguém trabalha de propósito: o apelido. Morador e turista frequente escrevem Floripa; quem é de fora escreve por extenso. São consultas distintas para o buscador, e o volume da abreviação não é pequeno. O mesmo raciocínio vale para os bairros, já que quem procura na Lagoa ou em Jurerê digita o bairro, não a cidade.
Como a gente trabalha aqui
A gente separa as duas demandas em grupos de página com calendário próprio. O conteúdo sazonal é publicado com antecedência da janela, porque posição não se constrói em semanas, e o conteúdo do polo tech é trabalhado de forma constante, sem picos. Sobre a grafia, usamos o nome por extenso no título e nos trechos formais e o apelido naturalmente onde a linguagem é mais próxima, como perguntas e descrições, sem forçar as duas em toda frase. Os bairros com procura própria e onde você atende viram seção ou página. Relatório mensal separando o desempenho sazonal do constante, para um não esconder o outro.
O erro que mais custa caro
O erro mais frequente é produzir todo o conteúdo de temporada durante a temporada, o que garante que ele só renda no ano seguinte. O segundo é ignorar a grafia curta, deixando de fora uma parcela relevante da busca local por uma questão de vocabulário. O terceiro é medir as duas demandas num relatório único: o pico sazonal infla a média e esconde que a frente constante está parada, ou o contrário, e a decisão do mês seguinte sai errada. Nenhum dos três é problema técnico, todos são de planejamento.