O mercado de Florianópolis
Florianópolis virou polo de tecnologia e startups, e isso muda a régua: o público local sabe reconhecer um produto digital bem feito, e um site improvisado destoa de imediato. Só que a cidade tem duas economias com ritmos opostos convivendo no mesmo lugar. O polo tech compra o ano inteiro, com decisão técnica e ciclo previsível. O turismo concentra a receita numa temporada curta e intensa, com um pico que multiplica o acesso em poucas semanas. Um site que ignora essa segunda natureza costuma cair justamente no dia de maior movimento, que é quando ele mais precisava estar de pé.
Como a gente trabalha aqui
Para o negócio de temporada, a gente trata capacidade como requisito de projeto. O site sai estático, com as páginas já prontas em vez de montadas a cada visita, o que muda completamente o comportamento sob pico de acesso, e as imagens vão comprimidas com entrega por rede de distribuição. A oferta da temporada é publicada antes do período, porque quem chega em dezembro encontra a decisão tomada. Para a empresa de tecnologia, o peso vai para clareza técnica e desempenho, sem jargão vazio, num público que reconhece texto de vitrine na primeira frase. E, quando há turista estrangeiro relevante, a versão em outro idioma é feita como versão de verdade, não tradução automática.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro em Florianópolis é subir a página de temporada em dezembro. Nesse ponto a busca já está no pico, a posição não se constrói em dias e quem publicou em setembro ficou com a reserva antecipada. O segundo erro é hospedar um site de alta temporada em estrutura que não aguenta pico, descobrindo o problema no fim de semana mais cheio do ano. O terceiro é usar linguagem de startup num negócio tradicional só porque a cidade tem fama de tech: o público local percebe a impostação e desconta.