O mercado de Florianópolis
Na alta temporada de Florianópolis o clique fica mais caro, e é aí que muita campanha é desligada por engano. O raciocínio parece prudente e é errado: junto com o clique sobe a intenção de compra, porque tem mais gente procurando e decidindo rápido. O número que importa não é custo por clique, é custo por venda, e ele frequentemente melhora na alta mesmo com o clique mais caro. Há também a questão geográfica: parte grande do público de temporada não está na ilha, está planejando de outra cidade ou de outro estado, e segmentar só Florianópolis deixa de fora exatamente quem reserva com antecedência.
Como a gente trabalha aqui
A gente separa a campanha por origem do público. Uma mira quem já está na ilha, com intenção imediata; outra mira as praças de onde vem o turista, com mensagem de planejamento e antecedência, subindo bem antes da temporada. Para o polo tech, a campanha é constante e medida por pedido de contato, sem sazonalidade. Durante a alta o acompanhamento é semanal, ajustando verba pelo retorno real em vez de fixar um teto em dezembro e não olhar mais. E a medição entra antes de tudo, porque campanha sazonal sem conversão configurada não deixa aprendizado nenhum para o ano seguinte.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro aqui é cortar verba na alta porque o clique subiu. Perde-se justamente o período de maior intenção, e o concorrente que manteve fica com a demanda. O segundo é anunciar só para quem está na ilha, ignorando quem planeja de fora com semanas de antecedência, que costuma ser o cliente de maior valor. O terceiro é definir o orçamento da temporada em dezembro e não revisar: em período curto e intenso, uma semana sem ajuste é uma fatia grande da janela inteira.