O mercado de São José dos Campos
Numa cidade onde a Embraer e o ITA ditam o padrão de excelência, um site fraco tira sua empresa da conversa antes de começar. O comprador daqui é técnico de formação e avalia fornecedor com a mesma régua que usa para avaliar projeto: quer especificação, norma, capacidade e evidência, nessa ordem. Retórica comercial não move essa pessoa, e em alguns casos afasta. Há ainda uma camada que poucas cidades têm: parte relevante da cadeia trabalha com defesa e com informação sensível, o que cria uma tensão real entre mostrar capacidade suficiente para ser procurado e não expor o que não pode ser exposto. Resolver essa tensão é o trabalho principal de um site aqui.
Como a gente trabalha aqui
A gente separa, desde o começo, o que qualifica do que compromete. Processo, certificação, tipo de projeto entregue e capacidade instalada podem e devem ser públicos, porque é isso que faz o comprador te procurar. Nome de programa, cliente final, dado de contrato e documento restrito ficam fora, e no lugar entra a informação de que existem e são tratados sob acordo. O formulário é desenhado para não induzir ninguém a escrever o que não deveria. Tecnicamente, o site sai com certificado e cabeçalhos de segurança configurados, porque num setor assim isso é conferido. E a linguagem acompanha o leitor: termo técnico correto no lugar certo, com a tradução para quem não é da área apenas onde faz falta.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro aqui é o extremo da cautela: por receio de expor, a empresa publica uma página institucional vazia, que não diz o que ela faz nem para quem, e simplesmente não é encontrada. O segundo é o extremo oposto, publicar detalhe que não deveria estar público, o que gera problema contratual e não traz cliente nenhum. O terceiro é escrever com linguagem de marketing para um leitor de engenharia: promessa vaga e adjetivo em excesso reduzem credibilidade num público que confere. Entre os três, o primeiro é de longe o mais comum, e é o que mantém boa parte das empresas da cadeia invisível para quem procuraria por elas.