O mercado de Santos
Santos vive de dois mundos que raramente se encontram na internet. De um lado o Porto, que responde por uma fatia enorme do comércio exterior brasileiro e sustenta uma cadeia de despachantes, agentes de carga, transportadoras e terminais, tudo B2B, de ticket alto e ciclo longo. Do outro, a orla, o turismo e o comércio do Gonzaga, com uma temporada de verão que muda a cidade de tamanho. E há um dado que quase ninguém leva em conta ao montar site aqui: Santos tem a população mais envelhecida do país entre os municípios de porte médio para cima. Isso não é curiosidade demográfica, é instrução de projeto para quem vende ao morador.
Como a gente trabalha aqui
Se o seu cliente é do Porto, o site é construído como evidência: habilitação, regimes que você opera, modais atendidos e o que exatamente você faz, já que despachante, trading e operador logístico se confundem na cabeça de quem contrata. Se o seu cliente é o morador ou o turista, entram outras decisões: texto em corpo maior, contraste alto, telefone visível no topo e caminho curto até o contato, porque parte relevante do público local não tem paciência com interface que exige adivinhação. Para negócio de temporada, a página com a oferta de verão precisa estar publicada antes do movimento começar. E o acesso pela Anchieta e pela Imigrantes entra no texto quando o cliente vem da capital: quem desce a serra decide antes de descer.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro em Santos é aplicar ao público local um padrão de interface pensado para gente jovem e apressada: letra pequena, menu escondido, botão sem rótulo. Funciona em outra praça e afasta aqui. O segundo erro é misturar as duas economias na mesma página sem separar os caminhos, deixando o cliente do Porto e o turista se olhando sem que nenhum encontre o que veio buscar. O terceiro é montar o site do negócio de verão em novembro, quando a temporada já está sendo decidida por quem publicou antes. Nenhum dos três é caro de corrigir, mas todos custam venda enquanto existem.