O mercado de Piracicaba
Piracicaba virou referência nacional em agtech: o ecossistema em volta da Esalq atrai startups, fornecedores e prestadores de serviço, e isso criou uma praça com dois perfis muito diferentes convivendo. De um lado, empresa de tecnologia e serviço técnico com cliente espalhado pelo país, muitas vezes fora do estado. Do outro, indústria tradicional que vende por representante, com o site funcionando como material de apoio da visita, não como canal de venda. Some-se a presença das usinas, que são cliente de ciclo longo e decisão coletiva. Três lógicas de compra, três públicos, e a maioria dos sites daqui tenta atender os três com o mesmo texto.
Como a gente trabalha aqui
A gente separa isso na estrutura antes de escrever qualquer linha. Para a empresa de agtech e de serviço técnico, o site precisa aguentar a leitura de quem entende do assunto: o que a solução faz, para que porte de operação, com que integração e em quanto tempo, sem jargão vazio. Para a indústria que vende por representante, o site é o material que o cliente consulta antes e depois da visita, então precisa trazer especificação, aplicação e o que o representante não consegue carregar na pasta. Para a venda a usina, o peso vai para evidência de capacidade e histórico, porque a decisão passa por mais de uma pessoa e cada uma confere um aspecto diferente.
O erro que mais custa caro
O erro mais frequente em Piracicaba é a empresa industrial tratar o site como folheto do representante, replicando o catálogo sem nada que responda a quem chegou sozinho pela busca. O segundo é a startup de agtech escrever com linguagem de investidor em vez de linguagem de cliente: o produtor e a indústria querem saber o que resolve e quanto custa de esforço implantar, não a tese da empresa. O terceiro é ignorar que parte relevante do cliente está fora de Piracicaba e escrever tudo ancorado na cidade, o que encolhe o alcance de um negócio que nasceu com vocação nacional.