O mercado de Fortaleza
Fortaleza tem o maior PIB entre as capitais do Nordeste, e a economia da cidade se organiza em dois mundos que quase não se falam. De um lado, o polo de confecção, que é o maior do Nordeste e um dos maiores do país, com uma operação de atacado que vende para lojista de vários estados e funciona em horários que nenhum manual de comércio prevê, boa parte da negociação acontecendo de madrugada. Do outro, o eixo de serviço profissional da Aldeota e da Beira Mar, com renda alta concentrada em poucos bairros e um comportamento de compra completamente diferente. Um site que não sabe para qual desses dois está falando acaba não servindo a nenhum.
Como a gente trabalha aqui
A primeira decisão é de público, não de layout. Se o cliente é lojista comprando para revender, o site precisa responder pedido mínimo, condição de atacado, prazo de reposição e como fechar pedido, com o vocabulário do setor e sem esconder que a venda é B2B, o que já afasta o consumidor final antes de ocupar seu atendimento. Se o cliente é consumidor de renda alta da Aldeota ou da Beira Mar, o peso vai para apresentação, credibilidade e agendamento fácil. Em ambos os casos o site precisa funcionar fora do horário comercial, porque parte relevante da decisão de compra nesta cidade acontece à noite ou de madrugada, e formulário que ninguém responde até o dia seguinte perde o pedido.
O erro que mais custa caro
O erro mais comum em Fortaleza é o negócio de atacado se apresentar como varejo. A página fala de produto para consumidor final, atrai quem quer comprar uma peça e enche o atendimento de contato que não compra caixa fechada. O segundo erro é o inverso: operação de varejo escrevendo com linguagem de atacado, que afasta o cliente final sem trazer lojista. O terceiro é ignorar o horário: em uma praça onde parte da negociação acontece de madrugada, não ter resposta automática nem informação clara de quando você atende faz o pedido migrar para quem respondeu primeiro.