O mercado de Salvador
Salvador é uma economia de serviços antes de qualquer outra coisa: a esmagadora maioria dos postos formais da cidade está nesse setor, e isso define quem compra e como. Some-se um calendário que poucas cidades brasileiras têm com essa força: o verão e o Carnaval concentram uma temporada que reorganiza a agenda comercial inteira, e o inverno chuvoso, entre abril e julho, muda o fluxo de rua por meses. Há ainda um deslocamento que muita empresa antiga ainda não digeriu: o comércio de rua do Centro, que já foi o eixo de decisão de compra da cidade, perdeu força para os shoppings e para o eixo corporativo da Tancredo Neves e do Caminho das Árvores.
Como a gente trabalha aqui
A gente monta o site sabendo que a sua demanda tem estação. Isso muda o que precisa estar pronto e quando: a página com oferta de temporada tem que estar publicada antes da alta começar, não durante, e o conteúdo que sustenta o período de chuva precisa existir desde já. Para negócio de orla e turismo, tratamos foto e velocidade como um par, porque o visitante decide no celular, muitas vezes de fora da cidade e em conexão de hotel. Para serviço profissional do eixo corporativo, o peso vai para clareza, credibilidade e caminho curto de contato. E o endereço entra completo e consistente, porque numa cidade onde a renda e o acesso variam muito por região, o cliente quer saber onde você fica antes de decidir se atravessa a cidade.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro em Salvador é montar o site como se o ano fosse plano. A empresa publica em março, depois do pico, e só percebe em dezembro que a página não estava pronta quando a demanda chegou. O segundo erro é ignorar que boa parte do acesso é de celular e de visitante de fora: página pesada com foto grande, feita para ser vista no computador do escritório, perde a decisão que acontece na rua. O terceiro é escrever como se o Centro ainda fosse o eixo comercial da cidade, com referências que o cliente de hoje não usa mais para se localizar nem para decidir onde comprar.