O mercado de Fortaleza
Anunciar em Fortaleza esbarra numa característica que muda a leitura de qualquer relatório: a renda é altamente concentrada em poucos bairros, e a diferença entre a média da cidade e as regiões de maior poder aquisitivo é enorme. Anunciar para o município inteiro, portanto, é anunciar para públicos com capacidade de compra muito diferentes usando a mesma mensagem e o mesmo lance. Some-se a sazonalidade dupla: o Réveillon movimenta uma temporada gigante na virada do ano, e o carnaval fora de época em julho cria um segundo pico. Quem trata o ano como plano perde as duas janelas e ainda paga clique caro no meio delas.
Como a gente trabalha aqui
A gente segmenta por região de acordo com o seu produto, em vez de mirar a cidade inteira por padrão. Para ticket alto, concentrar nos bairros onde está o público que compra costuma render mais que ampliar alcance. Para atacado, a lógica se inverte: o cliente vem de outros estados, e aí a campanha precisa de recorte fora da cidade e às vezes fora do estado, com anúncio que deixe explícito que a venda é para lojista. O calendário entra desde o começo: verba programada para subir antes do Réveillon e antes do pico de julho, não durante. E a medição é instalada antes da verba, com leitura diária dos termos na primeira semana.
O erro que mais custa caro
O erro que mais custa em Fortaleza é usar uma campanha só para a cidade inteira quando o produto tem público concentrado. A média do relatório fica razoável e esconde que metade da verba foi para região que não compra o seu ticket. O segundo erro é ignorar o calendário e manter verba fixa: no pico o orçamento acaba antes do dia terminar, e na baixa ele sobra em busca sem intenção. O terceiro, específico do atacado, é anunciar sem dizer que a venda é para revenda, o que enche a campanha de clique de consumidor final e faz o custo por pedido parecer alto sem motivo aparente.