O mercado de Piracicaba
Anunciar em Piracicaba esbarra numa combinação que confunde a leitura de qualquer relatório: volume de busca baixo, clique de valor alto e ciclo de decisão que passa de meses quando o cliente é indústria ou usina. Julgar essa campanha por mês é julgar por ruído. Há ainda o fator acadêmico: a presença de um polo de ensino e pesquisa faz o vocabulário técnico atrair um volume grande de busca de estudante e de pesquisador, que clica, consome verba e nunca compra. Esse é provavelmente o maior ralo de campanha nesta praça, e ele não aparece como erro no painel, só nos termos de busca.
Como a gente trabalha aqui
A gente entra com a lista de negativas antes de qualquer verba subir, cortando trabalho acadêmico, curso, apostila, emprego e tutorial, que em termo técnico de agronomia e engenharia é volumoso. A campanha nasce estreita, com os termos de quem já procura fornecedor, e a conversão medida é pedido de cotação ou contato, não venda, porque o fechamento acontece meses depois e fora do site. Separamos a frente local da nacional em campanhas próprias, já que boa parte do cliente de agtech está fora. E na primeira semana os termos de busca são lidos diariamente, quando o desperdício ainda é barato de cortar.
O erro que mais custa caro
O erro que mais custa aqui é não negativar o vocabulário acadêmico e descobrir no fim do mês que metade da verba foi para quem estava fazendo trabalho de faculdade. O segundo é medir a campanha industrial pelo número de conversões do mês: com volume baixo e ciclo longo, qualquer mês parece ruim e a campanha é desligada antes de a primeira cotação virar proposta. O terceiro é mandar o clique para a home quando a pessoa buscou uma aplicação específica: ela não encontra o que procurava e sai, e o custo fica registrado como se o termo não funcionasse.