O mercado de Porto Alegre
O 4º Distrito colocou Porto Alegre no mapa da tecnologia, mas muita empresa gaúcha ainda recebe cliente com site de dez anos atrás, e a distância entre as duas realidades é o que define o mercado local. De um lado, um ecossistema de inovação que levantou a régua do que o público considera aceitável. Do outro, uma base grande de empresa tradicional e sólida, com reputação construída, cujo site não acompanhou. Isso cria uma situação específica: a empresa é melhor do que a página sugere, e perde para concorrente pior que se apresenta melhor. É um problema de descompasso, não de qualidade.
Como a gente trabalha aqui
Quando a empresa é boa e o site é velho, a prioridade não é reinventar, é traduzir o que já existe. A gente parte do que sustenta a reputação, o histórico, os trabalhos entregues, a equipe, e organiza isso numa estrutura que o buscador e o visitante entendam. Se houver site antigo com histórico de busca, a migração é feita com mapeamento de endereço, para não jogar fora o que já ranqueia, que é o erro mais caro de qualquer troca. E o desempenho entra como requisito, porque num público exposto ao ecossistema de inovação a lentidão é lida como descuido, mesmo em empresa tradicional.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro em Porto Alegre é refazer o site jogando fora o histórico. A empresa troca de página, não redireciona os endereços antigos, e perde de uma vez o que levou anos para conquistar na busca. O segundo é adiar por acreditar que a reputação local dispensa presença digital: ela dispensa para quem já te conhece, não para o cliente novo. O terceiro é copiar a estética do ecossistema de startups num negócio tradicional, o que produz um site que não parece com a empresa e confunde quem já era cliente.