O mercado de Salvador
Anunciar em Salvador tem duas variáveis que quase nenhuma outra capital combina com essa intensidade. A primeira é a estação: a demanda de boa parte dos setores sobe muito no verão e no Carnaval e recua no inverno, o que torna verba fixa o ano inteiro uma escolha ruim nos dois sentidos, porque falta no pico e sobra na baixa. A segunda é a geografia da renda: a cidade é grande, o acesso entre regiões é desigual e o deslocamento pesa na decisão. Anunciar para o município inteiro sem olhar de onde vem o cliente que fecha é o jeito mais comum de gastar bem e vender pouco, porque o clique aparece e a visita não.
Como a gente trabalha aqui
A gente monta o calendário da campanha junto com o seu, e programa o aumento de verba antes do pico, não depois, porque campanha nova leva dias até estabilizar e quem sobe durante a alta perde a parte inicial. Na baixa a campanha continua viva com verba reduzida, preservando o histórico. A segmentação começa por raio ajustado à distância que seu cliente aceita percorrer, e não pelo município inteiro, com relatório por localidade lido nas primeiras semanas. Antes de tudo isso entra a medição, e no caso de negócio com loja ou ponto físico vale registrar de volta o que virou visita, porque otimizar só para clique ou mensagem faz a campanha caçar contato que não aparece.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro aqui é desligar a campanha na baixa e religar na alta. Parece economia e é o oposto: cada religamento reinicia o período de ajuste, que é a fase mais cara, e o anunciante fica pagando aprendizado ano após ano sem chegar na parte que compensa. O segundo é anunciar para a cidade inteira quando o cliente não atravessa Salvador para comprar de você, o que dilui a verba em público que nunca vai converter. O terceiro é subir a verba de temporada depois que o período começou, quando quem planejou com antecedência já fechou com o concorrente que apareceu antes.