O mercado de Brasília
Anunciar em Brasília tem um custo por clique entre os mais altos do país em várias categorias B2B, e a razão é estrutural: poucos anunciantes disputando um público de alto poder de contratação, com contratos grandes na ponta. Isso muda completamente o que é um custo aceitável por contato. Há também o calendário próprio da cidade, que é diferente do resto do país: o ritmo de decisão acompanha o funcionamento dos órgãos, com períodos de recesso e de fechamento de exercício que esvaziam ou aceleram a demanda de forma previsível. Quem anuncia com calendário de mercado privado erra as duas pontas.
Como a gente trabalha aqui
A campanha é montada para a fase de consideração, não de compra imediata, porque em contrato B2B a decisão não acontece no clique. A conversão medida é pedido de contato ou material baixado, e o relatório acompanha isso, não venda. A verba é constante em vez de sazonal no sentido comum, com ajuste nos períodos em que a decisão local trava ou acelera. Como o clique é caro, a campanha nasce muito estreita, com negativas fortes contra pesquisa de concurso, curso e emprego, que em Brasília gera volume enorme e valor comercial nenhum. E os termos são lidos diariamente na primeira semana.
O erro que mais custa caro
O erro que mais queima verba aqui é não negativar o vocabulário de concurso público e de emprego, que numa cidade com esse perfil gera um volume de busca altíssimo em cima de termos que parecem comerciais. O segundo é medir a campanha B2B por conversão mensal, quando o ciclo passa de meses e o clique é caro: qualquer mês parece ruim e a campanha é desligada antes de a primeira proposta sair. O terceiro é ignorar o calendário local e manter verba plana em períodos em que ninguém está decidindo nada.