O mercado de São Caetano do Sul
Anunciar em São Caetano tem uma particularidade que engana quem chega de fora: o clique costuma sair mais caro do que o tamanho da cidade sugere. A explicação é o poder aquisitivo, que atrai anunciante de fora disputando o mesmo público, e o fato de a área ser pequena, o que concentra a disputa em pouquíssimo território. Ao mesmo tempo, a proximidade com Santo André e São Bernardo faz com que segmentar apenas o município deixe de fora um público que atravessa a divisa sem pensar. E há a questão de categoria: boa parte dos serviços daqui é saúde e direito, que têm regras próprias de anúncio e reprovam campanha montada com linguagem de varejo.
Como a gente trabalha aqui
A gente começa definindo até onde vale atrair: São Caetano apenas, ou incluindo as cidades vizinhas de onde seu cliente já vem hoje. Essa decisão sai do seu histórico, não de palpite. Depois monta a campanha dentro da régua da sua categoria, sem promessa de resultado e sem termo que o Google restringe, porque anúncio reprovado trava a campanha justamente quando ela começava a aprender. A medição é instalada antes da verba subir, e no caso de clínica e consultório a gente vai além do agendamento: registra o comparecimento de volta como conversão, para a campanha aprender a buscar quem de fato aparece, e não quem apenas marca. Os termos de busca são lidos diariamente na primeira semana, quando o desperdício ainda é barato de cortar.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro aqui é medir só o agendamento. A campanha otimiza para o que você conta, então ela passa a caçar gente que marca e não vai, e o relatório fica bonito enquanto a agenda fica vazia. O segundo erro é escrever o anúncio como varejo, com promessa e preço em destaque, o que além de reprovar em categoria regulada afasta o público de renda mais alta, que associa isso a serviço de baixo padrão. O terceiro é segmentar apenas o município por economia e perder o paciente ou cliente que vem de Santo André há anos. Nenhum desses três aparece no painel: só aparecem quando alguém cruza o anúncio com o que aconteceu de fato no consultório.