O mercado de Ribeirão Preto
Anunciar em Ribeirão Preto num setor tão povoado tem uma consequência direta: o clique é disputado e o desperdício aparece rápido. Numa cidade com dezenas de clínicas anunciando os mesmos termos, campanha aberta consome verba antes de qualquer aprendizado. Há também um problema específico do setor de saúde que quase nenhum painel mostra: o agendamento não é a venda. Boa parte das campanhas otimiza para agendamento, a campanha aprende a buscar quem marca com facilidade, e a agenda enche de gente que não comparece. O relatório fica bonito e o consultório continua com horário vago, sem que a causa apareça em lugar nenhum.
Como a gente trabalha aqui
A gente começa estreito, com os termos de quem já decidiu procurar o procedimento, e negativa desde o início pesquisa de curso, salário, faculdade e sintoma genérico, que em saúde é volumosa. O anúncio nasce dentro da régua do Google para a categoria, sem promessa de resultado e sem sugerir diagnóstico, porque reprovação trava a campanha justo na fase de aprendizado. E a medição vai além do agendamento: o comparecimento é registrado de volta como conversão, ainda que manualmente no começo, para a campanha aprender a procurar quem de fato aparece. Dá trabalho de organizar e é o que mais muda o resultado.
O erro que mais custa caro
O erro mais caro aqui é medir só o agendamento, pelo motivo já dito: a campanha passa a caçar quem marca e não vem. O segundo é subir campanha aberta numa praça saturada, sem negativas e sem geografia definida, o que queima a verba do mês em pesquisa acadêmica e em curioso. O terceiro é escrever o anúncio com linguagem de varejo, com promessa e preço em destaque, o que reprova em categoria regulada e ainda afasta o público de maior renda, que associa isso a serviço de baixo padrão. Os três são invisíveis no painel e visíveis na agenda.